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Jun 5, 2007

Holmes Place - uma história de amor II

Tenho a certeza absoluta como me chamar Maria, que dos teus leitores fui a pessoa que melhor percebeu essa história de amor. A minha é parecida, só não consigo é chamar de amor.

Enfim... Estamos em Janeiro de 2005, eu acabada de ser dra., naquela fase gira de envio de "olá, eu sou muita boa, uau tenho um curso e quero trabalhar aí, porque sim", isto é, estava eu com todo o tempo do mundo. Gorda e anafada como o habitual pensei, "é desta que vou p'ró Holmes Place, esse ginásio que, como bem dizes, tem instalações em qualquer parte do país, logo qualquer local que venha a ser o meu 1º emprego, irá concerteza ter um por perto, tipo para ir à hora de almoço. (lol aqui fica a primeira piada da coisa).

Não sabendo uma jovem licenciada quanto tempo iria permanecer a situação, embora lá. A inscrição foi com o Victor (o MONGO do Victor), o qual me ligou mais vezes que o meu pai num dia (garanto que foi obra), e com a Joana prima, a qual se encontrava na mesmíssima situação que eu e também ia apostar naquele ginásio de gente girérrima. Não, minto, ela tirou Direito, daí que diferenciasse um pouquinha a nossa situação. Também íamos felizes da vida porque ainda possuímos cartão de estudante da Universidade Nova de Lisboa, o qual, "vendiam-nos", permitia que a joia fosse de 25€ em vez dos habituais 500€. Como se alguém daquele ginásio tivesse pago aquela quantia. Eles têm "promoções" para todos os gostos. Ou porque és filha da mãe, ou do pai, ou pq a avó cagou no mm WC em 1919 que o Michael Jordan, enfim... desculpas não faltam.

Lá fomos, à visita guiada fantástica com o MONGO do Victor (menos ao balneário dos homens, ufaaaa, porque sim, para ver o Herman José...) - obrigada Victor por essa luzinha momentânea. Seguiu-se a parte de leitura do contrato, eu confesso que não li UMA palavra (admito que por preguiça, mas também não era fácil), admito que estava a Joana (habituada à coisa) e admito que também não estava muito importada porque já sabia que o "chato" era que se tinha de lá estar 12 meses. Correcção, tinha de se pagar 12 meses, 90€ (porque eu não podia ir antes das 18h), independentemente de ir ou não ir. A ÚNICA pergunta que eu fiz foi: "Mas espere lá, se eu partir uma perna?!". A resposta, com um riso de idiota estampado naquela fuça, foi de imediato "claro que nesses casos pode rescindir, não somos assim tão inflexíveis", dando-me um ar de que, para além de isso nunca acontecer, claro que eles abriam excepções.

Vem aí parte boa. Só me empreguei (lol) neste mundo e mercado difícil (lol) no dia 2 de Maio, ou seja, usufruí 4 meses (a fundo) das máquinas, picina, jacuze e sauna... Foram momentos maravilhosos. (Tirando no 1º dia tive de comprar um cadeado por ou 5€ ou 8€, não me recordo, pois doutra maneira, a roupa, carteira, enfim, o meu tesoiro, ali ficava não trancado nos cacifos daquele balneário). Tudo bem... siga... de curso feito, acabado e terminado, que é que interessam 8€!?!? A vida é bela, embora mas é abater a banha.

Seguiram-se os testes (quer dizer, as perguntas do que eu esperava daquele ginásio e a medição da tensão) e lá fui para casa toda emocionada. No dia a seguir começámos as 2. Aliás, as 3, já estava lá outra amiga.. O Holmes Place é assim, GIRíSSIMO! Nas aulas, perdia mais tempo a dar beijinhos e olás do que propriamente no remo.. Que tédio de programa que me tinham dado. Remo, pernas, braços.. E a barriga!?!?!? era o que eu queria. Não perceberam nada...

Quando comecei a trabalhar deixei praticamente de ir. Por razões de falta de tempo ou não, não interessa. No meu ver até me podia não apetecer nunca, que já era mais que motivo suficiente. Inaugurei os pedidos (a bem ainda) de cancelamento. "Comecei a trabalhar, não tenho tido tanto tempo nem disponibilidade... etc etc". A resposta era sempre, não, não e não. Até uma proposta de "Não pode vir às 6h da manhã?! Olhe que o ginásio nessa hora tem imensa gente, pois também não podem vir mais tarde. Faça lá um esforço". Contei até 20 e perdoei-a porque não sabia o que dizia e não me conhecia, por isso não conseguia perceber que eu até podia ter tempo, mas a vontade tinha ido cano abaixo e que eu não ia continuar a permitir o assalto mensal à minha (modesta) conta bancária.

Fiz o quê? 10 telefonemas? 15 pedidos? O resultado foi que paguei 90€ x 5 meses (Mai, Jun, Jul, Ago, Set), com 6 idas (confirmadas por eles) ao ginásio. Tinha de acabar de algum modo. Em Setembro, melhor desculpa de todas: fui operada ao tímpano (não, ainda não oiço bem). Setembro inteiro ainda andava abananada, lá para Outubro (e as mensalidades a pingar) enviei para a Administração uma carta escrita com todo o histórico de tentativas frustradas, pois agora tinha um atestado (VERDADEIRO! que é coisa rara) de que não podia ir até ao final do ano (pelo menos) e a resposta / solução deles foi: "Sim, de facto nos meses que o médico não a deixa vir, não paga, mas depois tem de completar os 12 pagamentos na mesma". Coitada dela.. O que é que a estúpida (se calhar era a Rita!) foi dizer...

Nesse mesmo segundo liguei para o Banco, "não dou nem mais uma ordem de QUALQUER pagamento a estes srs., QUALQUER pagamento a partir de hoje será da vossa responsabilidade". Safei-me assim de 4 meses (dos 12). A partir daí choveram (+ de 2 por dia) os telefonemas dos srs. (cabrões) todos mansos, cheios de compreensão e flexibilidade, a perguntar "tem a certeza que não quer voltar e resolver tudo a bem? É que se não, teremos de ir para os nossos meios". Lol que risada, quando diziam "os nossos meios". Estamos em Junho 2007, continuo à espera dos meios deles.

O que é certo é que a partir daí comecei a ouvir esta história em cada canto, Outdoors com "pague 1 inscrição, venham 2 pessoas". Quando não tiverem clientes, é quando atingirei a felicidade na sua totalidade.

PS - Primo, se souberes de abaixos assinados ou manifes, conta comigo.

4 comments:

Lourenço Ataíde Cordeiro said...

Vamos embora.

Joana said...

É que o episódio desta telenovela venezuelana dobrada passou-se tal e qual como descrito pela Maria. No entanto, como uma verdadeira relação de amor-ódio, impulsionada pelo Victor (MONGO é pouco), a minha manteve-se até hoje...(inacreditável!)...não com o Victor e com o Holmes Place, mas agora com o Clube VII. A verdade é que os bons momentos que lá acabo por passar compensam os maus...ou então sou uma verdadeira masoquista!
De qualquer maneira, Maria, estes momentos a ler a tua história fizeram o meu dia com umas gargalhadas!!
beijinhos

Joana said...

É que o episódio desta telenovela venezuelana dobrada passou-se tal e qual como descrito pela Maria. No entanto, como uma verdadeira relação de amor-ódio, impulsionada pelo Victor (MONGO é pouco), a minha manteve-se até hoje...(inacreditável!)...não com o Victor e com o Holmes Place, mas agora com o Clube VII. A verdade é que os bons momentos que lá acabo por passar compensam os maus...ou então sou uma verdadeira masoquista!
De qualquer maneira, Maria, estes momentos a ler a tua história fizeram o meu dia com umas gargalhadas!!
beijinhos

Joana said...

É que o episódio desta telenovela venezuelana dobrada passou-se tal e qual como descrito pela Maria. No entanto, como uma verdadeira relação de amor-ódio, impulsionada pelo Victor (MONGO é pouco), a minha manteve-se até hoje...(inacreditável!)...não com o Victor e com o Holmes Place, mas agora com o Clube VII. A verdade é que os bons momentos que lá acabo por passar compensam os maus...ou então sou uma verdadeira masoquista!
De qualquer maneira, Maria, estes momentos a ler a tua história fizeram o meu dia com umas gargalhadas!!
beijinhos